terça-feira, março 27, 2012

Parede de garrafa PET

Parede de garrafa PET: Como transformar um ambiente de forma criativa e barata? O estúdio de arquitetura Klein Dytham conseguiu responder à essa pergunta de forma genial: empilhando diversas garrafas PET.

O inusitado material foi usado como parede, com o objetivo de isolar as áreas do escritório japonês da Danone Waters. Além do visual super contemporâneo, as garrafas valorizaram a iluminação natural do espaço. O resultado não ficou demais?




sábado, março 24, 2012

domingo, março 18, 2012

Autoritarismo do Ecad e direito autoral

Autoritarismo do Ecad e direito autoral:
Por Felipe Bianchi, no sítio do Centro de Estudos Barão de Itararé:

O episódio protagonizado pelo Ecad na última semana, que cobrou de blogs por publicarem em suas páginas vídeos hospedados no YouTube, gerou muitas críticas e protestos na rede. Ciberativistas, advogados e até o Google repudiaram a atitude do órgão. A polêmica começou quando o blog Caligrafitti postou, no dia 2 de março, que havia sido cobrado pelos vídeos embutidos no sítio, mesmo sendo um veículo sem fins lucrativos. O Ecad cobrou o blog em R$ 352,59 mensais, número resultante de um cálculo sobre a audiência da página – 1500 visitas diárias, em média.

O Google, que já paga ao Ecad um valor anual próximo dos 2,5% do faturamento total do YouTube, afirmou, em comunicado, que o “ato de inserir vídeos não pode ser tratado como retransmissão” e que “o entendimento sobre o conceito de ‘exeçução pública na Internet’ levanta sérias preocupações”, já que a atitude abre precedentes para uma interpretação arbitrária da questão dos direitos autorais. Em resposta, o Ecad disse que as cobranças foram um “erro de interpretação operacional”, mas não esclareceu o que acontecerá. A assessoria do órgão informou estar “reavaliando a prática”.

Segundo Sérgio Amadeu, representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet (CGI) e membro do Conselho Consultivo do Barão de Itararé, o que traz valor para o vídeo é a sua audiência e os blogueiros trazem audiências signifactivas. Por isso, na sua avaliação, “os blogueiros é que deveriam receber por divulgar a produção cultural que já está na rede”. Como exemplo, Amadeu cita o caso do grupo inglês de comediantes Monty Python, que “aumentou em 23.000% a venda de seus produtos depois que os liberou em seu canal no YouTube, em alta resolução. A lógica da rede é outra”.

A lógica do compartilhamento

Ainda de acordo com o Google, a atitude do Ecad pode “inibir a criatividade e limitar a inovação, além de ameaçar o valioso princípio da liberdade de expressão”. A posição, coerente com o contexto trazido pelas novas tecnologias na era da Internet, evidencia o que a indústria do direito autoral parece negar a todo custo (vide iniciativas como Sopa, Pipa e Acta): as formas de distribuir e consumir bens culturais mudaram, e foram substituídas pela lógica do “compartilhamento”.

Para Amadeu, o compartilhamento de arquivos digitais promove a diversidade cultural e abre espaço para grupos e artistas que estão fora do esquema das gravadoras, assegurando uma comunicação direta entre o artista e o público e arejando o negócio da música. Sobre a lei de direito autoral, ele opina que é anacrônica e precisa ser alterada. “A tecnologia mudou. Na rede, o que gera mais valor é o relacionamento e não a propriedade, que se baseia no bloqueio de acesso aos bens culturais. No mundo das redes, compartilhar e colaborar pode ser muito mais importante e eficiente do que simplesmente controlar e competir”, diz.

Por mais paradoxal que pareça, até Edgar Berger, diretor executivo de negócios internacionais da Sony Music, reconhece esta mudança. Mesmo com a postura conservadora da Sony, ele afirmou nesta semana, em entrevista ao periódico alemão Welt Online, que “a empresa está perdendo milhões por censurar vídeos do YouTube”. Para o executivo, “a Internet é uma benção para a indústria da música” e “traz tremendas oportunidades de negócio”.

O Ecad vai na contramão dessa lógica. Não bastasse o valor pago pelo Google para que os vídeos sejam postados no YouTube, eles resolvem taxar também os blogueiros que utilizam esse material, já pago. E vale citar, a título de registro, todas as conhecidas acusações de corrupção feitas por compositores que nunca viram a cor do dinheiro arrecadado pelo órgão (que é privado, diga-se de passagem).

Para piorar, o site Farofafá publicou, nesta segunda-feira (13), matéria com documentos evidenciando uma “sintonia siamesa” do Ecad com o Ministério da Cultura, chefiado por Ana de Hollanda. Segundo Jotabê Medeiros, que assina a matéria, “a defesa que o governo federal [nota: no caso, o MinC] faz do Ecad perante o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) poderia ser denunciada, segundo alguns advogados especializados, como um caso de ‘advocacia administrativa’ – quando funcionário público patrocina, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública”.

Internet Livre, Cultura Livre

O momento é crítico para os que desejam Internet e cultura livres. Enquanto o Ecad desempenha um papel lamentável no mercado musical brasileiro, a cultura digital é atacada por projetos de lei autoritários e conservadores. Sérgio Amadeu, no entanto, se mostra otimista: “A cultura digital avançará, pois ela representa o espírito de nosso tempo. A indústria do direito autoral irá bolar diversos modos de tentar impedir o avanço das redes e se tornará cada vez mais autoritária, buscando impor a censura na rede”. Para o sociólogo, “eles pretendem manter um status de controlador da criatividade, o que já não é mais possível”.

Sobre o Ecad, Sérgio Amadeu é categórico: “nesse último episódio, o órgão apenas mostrou mais um pouco de sua face obscura. O que fica cada vez mais claro é que o Ecad é uma burocracia que vive em função dela mesma e justifica seus rendimentos afirmando que defende o direito do autor”.

Rosa Trufada e Cupcakes http://camilewalendorff.blogspot.com.br/2011/11/rosa-trufada-e-cupcakes.html

Rosa Trufada e Cupcakes:

Bolo Tulipas

Bolo Tulipas:

Bolo Flores Relevo (casamento)

Bolo Flores Relevo (casamento):

Bolo Marrom e Rosa

Bolo Marrom e Rosa:

Expresso dos Escritores Amadores: Clarice, uma biografia


SEXTA-FEIRA, 16 DE MARÇO DE 2012

Clarice, uma biografia

Terminei de ler Clarice, uma biografia, de Benjamin Moser. Minha primeira impressão logo após última página, é de que foi um livro curto de mais de setecentas páginas. Terminou rápido, como a vida de Clarice. Fico imaginando como ela estaria hoje se estivesse viva. É inevitável o pensamento de que ela provavelmente teria um blog hoje, já que excertos de sua obra são intensamente compartilhados nas redes sociais. Ou não, mas não consigo evitar a conjectura depois da intimidade da biografia. Moser navega pelo mito Clarice com habilidade, dissolvendo a aura do mistério Lispector, mostrando a mulher em suas facetas cotidianas e fazendo um interessante trabalho de dedução a respeito da vida interior de Clarice e como esta dá forma a sua literatura. Moser é um hábil narrador, envolve o leitor na sua visão da vida e obra da escritora.

O livro revela muito sobre as origens judaicas de Clarice e o reflexo de sua identidade judia em seus escritos. É objetivo de Moser mostrar Clarice como uma representante da mística judaica na literatura, reforçando a profunda influência da cultura judia em seu processo criativo, aspecto da obra de Clarice pouco estudado por seus críticos, segundo Moser. Esse enfoque é ao mesmo tempo o ponto forte e fraco do livro. Ao longo da leitura fica fácil perceber que o livro não foi escrito para o leitor brasileiro. Este aliás vai ficar com a impressão que estão falando de outra Clarice, que poderia ter vivido na África do Sul ou na Argentina, pois teria tão pouca identidade com esses países como tem com o Brasil na obra de Moser. Nosso país parece mais um cenário pitoresco onde Clarice viveu, do que parte de sua personalidade. A Clarice de Moser parece uma genial escritora emprestada ao Brasil e agora resgatada de volta do desconhecimento dos leitores internacionais. Mas o leitor pode ignorar essa estranheza e se entreter caminhando pelo mapa da vida de Clarice minuciosamente desenhado por Moser.

Para o escritor iniciante a vida de Clarice é muito reveladora. Ela teve dificuldade para ser reconhecida como escritora, para encontrar editores e para receber apropriadamente seus direitos autorais. Hoje vivemos em um mundo de auto publicação e o impacto desses problemas é bem menor. A vida de Clarice revela porém, o quanto o trabalho do escritor é uma questão de persistência. Ela duvidou de sua qualidade como escritora, detestou vários livros seus, mas mesmo assim persistiu, porque não poderia viver sem escrever. Por isso também, Clarice se considerava uma escritora amadora. Alguém que não escreve por obrigação mas sim porque quer, porque ser profissional era perder a liberdade, talvez uma frase contraditória e difícil de entender para quem viva da escrita hoje, mas é uma questão de espontaneidade criativa. A escrita para ela era autenticidade, não erudição. A vida dela dá muitas dicas para os futuros escritores. Vamos conhecê-la.

Conexão com o Mundo: História do Pastor Youcef Nadarkhani (em Inglês)

Conexão com o Mundo: História do Pastor Youcef Nadarkhani (em Inglês): Christian Pastor Youcef Nadarkhani has been illegally imprisoned in Iran for more than 865 days - separated from his wife and two young b...
Bom dia decidi começar a publicar noticias sobre o Pr. Youcef Nadarkhani até o dia que ele seja libertado..para ajudar também na divulgação..Espero que possamos estar sempre orando por ele..

Quase 200 mil pessoas assinaram petição pela libertação do pastor Yousef

Quase 200 mil pessoas assinaram petição pela libertação do pastor Yousef

Cidinha Britto: Notícias do Pastor Youssef Nadarkhani

Cidinha Britto: Notícias do Pastor Youssef Nadarkhani: Continuem orando por ele. Para saber mais notícias cliquem no link abaixo: radioitaperunafm.com/site/2012/03/08/embaixada-do-ira-soltar...

31 de março: a hora do planeta

31 de março: a hora do planeta:
Mais um ano, a WWF promove a Hora do Planeta. O evento é uma manifestação simbólica, que busca a reflexão das pessoas quanto ao desperdício de energia e outros recursos. Assim, várias cidades do planeta aderiram ao movimento, apagando todas as luzes públicas ou de monumentos turísticos.
O desafio do movimento é ficar com as luzes apagadas durante uma hora (começando às 20h30 do dia 31 de março). Ainda, nesse ano, o movimento faz outro desafio: que outra ação você pode adotar no resto do ano para ser um pouco mais sustentável?
Abaixo, veja o vídeo promocional do movimento (em inglês):

Ainda, para a edição da Hora do Planeta de 2011, a WWF listou uma série de dicas para ficar uma hora sem luz. Veja também o site oficial.
E você, vai participar?

Como construir uma horta sem cavar

Como construir uma horta sem cavar:
Quer ter uma horta em casa com pouco trabalho? Uma ideia é fazer uma horta sem cavar, ou seja, sem danificar o solo ou grama do seu jardim. Veja abaixo o que você precisa e como fazer:
Material:

material para cercar (pode ser sarrafos de madeira ou outro material que você já tenha em casa)

jornal

palha

fertilizante orgânico

estrume

composto orgânico

mudas
Como fazer:

1. Escolha um local adequado e ensolarado no seu jardim para montar a horta.

2. Pense no tamanho do canteiro e delimite com o material escolhido. Pode ser madeira, tijolos, troncos, pedras… enfim, escolha aquilo que você já tiver em casa!

3. Dica para remover ervas daninhas: cubra o terreno do canteiro com uma camada de cerca de um centímetro de jornal úmido.

4. Em seguida, é só cobrir o jornal com camadas dos outros materiais na seguinte ordem: palha, fertilizante orgânico, palha, esterco, palha e composto orgânico.

5. Regue e deixe o espaço descansar por dois dias.

6. Plante as mudas desejadas. Comece com plantas com raízes mais curtas, como a alface. Aos poucos, as camadas vão se misturando e começam a parecer uma terra. Aí sim você pode começar a plantar mudas com raízes mais longas.
Se você mora em apartamento, você pode montar uma horta semelhante a essa, mas você precisa de um vaso grande com terra (e em seguida seguir os passos) ou colocar uma camada de terra na varanda (nesse caso, você precisa de acompanhamento técnico para adequar a drenagem de líquidos e para não prejudicar a estrutura da construção).

Pastor Youcef Nadarkhani a um passo da forca

Pastor Youcef Nadarkhani a um passo da forca:
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Pastor Youcef Nadarkhani e família

Stefan J. Bos*

Tradução de João Cruzué

O Pastor [unitariano] Youcef Nadarkhani, diante da  morte imimente, pediu à esposa que exortasse sua Igreja a permancer firme em Cristo, logo depois que a Suprema Corte Iraniana, aparentemente, ordenara  sua execução; disse um obreiro  dessa  Igreja ao correspondente  da BosLife em Tehram.

Pr. Nadarkhani ainda estava vivo na quarta-feira passada, 22.02.2012, sendo ainda incerto o dia do seu enforcamento, sob a acusação de "apostasia" ou abandono do Islã. Confirmou o pastor  F. Khandjani, membro do Conselho da Igreja do Irã.

A prisão de Lakan, próxima da cidade de Hasht onde mora o pastor é vista pelos ativistas  como um lugar notório pelo desrespeito aos direitos humanos, com enforcamentos sigilosos sem julgamentos justos. Entretanto, ao pastor Nadarkhani, por ser casado e ter dois filhos, foi permitido receber a visita de sua esposa anteontem, 22 de fevereiro de 2012.

Ele nada disse para ela sobre a sentença de enforcamento ordenada pela Corte. Entretanto ele [pediu] para exortar a Igreja para ficar firme em Cristo, disse um oficial dessa Igreja. Um advogado do Pastor Youcef Nadarkhani foi informado sobre a ordem de execução, apesar da equipe de defesa ainda não ter recebido uma notificação oficial da Corte.

SISTEMA JUDICIAL RESERVADO 

Khandjani disse, porem, que as cortes iranianas nem sempre seguem seus próprios ritos, que são conhecidos com um sistema judicial extremamente reservado.

Ele disse que a Igreja teme que a execução seja quase inevitável, uma vez que o pastor tem se recusado a se reconverter ao Islã.  Ele recentemente foi arguido pela Corte a reconhecer o profeta Maomé com um mensageiro de Alá. No entanto, o Pastor Nadarkhani se recusou a fazer isso, por que ele não quer negar sua fé em Cristo. Então, veio a ordem de sua execução.

Pr. Youcef Nadarkhani está detido desde 2009, quando foi preso en Rasht por fazer de sua casa um local de cultos. A corte regional de Gilan sentenciou Nadarkhani à morte em novembro de 2010, sob a acusação de "apostasia" ou abandono do Islã.

Seu apelo contra aquela regra não foi acolhido em 2011.  A Suprema Corte sentenciou "ele pode ser executado", mas emendou que primeiro iria requerer um re-exame pelo Corte Regional de Gilan que já tinha sentenciado o pastor à morte. 

Na verdade, informou o pastor  F. Khandjani,  a Suprema Corte do Irã simplesmente acordou a  sentença de morte inicial, por enforcamento, emitida pela Corte regional  de Gilan.


Tradução de João Cruzué em 24.fev.12, para o Blog Olhar Cristão.


Correspondente internacional-chefe da Agência Cristã de Notícias BosNewsLife

Comentário do Blogueiro: Há muitas notícias sobre o Pr. Nadarkhani na Internet. A penúltima informação, de novembro/11, dizia que ele estava com problemas de saúde na prisão. Pesquisei mais a fundo usando fontes do idioma inglês.  A mais atualizada, com grandes possibilidades de ser autêntica, infelizmente, traz essa notícia ruim, confirmando o que foi publicado no site farsi.net, porém com mais detalhes. O autor desta reportagem que traduzi, pelo que entendi, foi até o Irã para tirar esta história a limpo. (João Cruzué)




quarta-feira, março 14, 2012

Botequim de Barnabás.: Prova não prova

Botequim de Barnabás.: Prova não prova: Era mais um Domingo de provas em Rondônia. Noite de véspera insone, o som altíssimo das festas da vizinhança tira o sentido do sono. De manh...

segunda-feira, março 05, 2012

Expresso dos Escritores Amadores: Stieg Larsson, o Homem Devorado pelo Dragão

Expresso dos Escritores Amadores: Stieg Larsson, o Homem Devorado pelo Dragão:Terminei agora dia 22 a leitura do primeiro livro da trilogia Millenium. Infelizmente li após ver o filme, mas não foi tão grave assim, afinal a Lisbeth Salander que construí na cabeça não parecia com nenhuma das duas atrizes que a interpretaram no cinema, tampouco meu Mikael Blomkvist se parecia com o Daniel Craig, quando muito adquiria um ar mais de Rutger Hauer em Feitiço de Áquila, mas na maior parte do tempo era um louro simpático e levemente barrigudo.

Gostei muito da leitura. Apesar do fantasma da trama solucionada murmurando sobre meu ombro, foi uma leitura agradabilíssima, envolvente. Foi divertido ver os detalhes do livro que ficaram de fora do filme e a forma como personagens como o novo tutor de Lisbeth era caracterizado de forma bem diferente do filme estadunidense. Os personagens são envolventes o que é bem compreensível quando você conhece a história de vida do autor. Espero aproveitar melhor as reviravoltas narrativas nos próximos volumes, onde poderei dispor do fator surpresa. Por enquanto, para mim, o primeiro volume da trilogia é muito bom, mas não supera Massacre Em Estocolmo, outro policial Sueco, escrito á quatro mãos pelo casal Sjowall e Wahloo. Claro, Martin Beck tem mais tempo de estrada que Mikael Blomkvist, então a comparação pode soar injusta, já que temos um possível caso de homenagem. Mas voltemos aos Homens.

Um livro escrito, segundo nos conta a mídia, durante o tempo livre de Stieg Larsson, para o puro deleite do autor. Na verdade, um livro escrito por muito mais do que puro prazer, Os Homens que não amavam as mulheres dá forma a um resgate moral do autor, a reconstrução através de seus personagens, principalmente Lisbeth Salander, de tudo aquilo que ele não pode mudar em sua vida. A personagem feminina principal permite ao autor se reconciliar com seus fantasmas pessoais, através da criação de uma mulher que é capaz de fazer por si mesma, e metaforicamente pelas  outras mulheres, tudo aquilo que elas não podem fazer na vida real. Lisbeth é capaz de reagir e dominar a situação, ao contrário de muitas mulheres vítimas de violência. Através dela Larsson pode ajudar as mulheres que nunca pode auxiliar durante sua vida, criando um ícone capaz de se lançar sem medo contra o imaginário machista para destruí-lo, inspirando outras mulheres a dizer não a qualquer tentativa de diminuir sua grandeza para transformá-las em objetos. Lisbeth surge em um momento onde é muito necessária, quando o mundo supostamente é progressista, mas assim como a família Vanger, na verdade guarda com zelo sua podridão interior.

A história ganhou o mundo, sua força é perceptível no turismo de nicho, que busca conhecer a cidade e os lugares preferidos da protagonista, esperando quem sabe vislumbrá-la fugazmente em um café. A morte do autor, sem ter desfrutado os louros da sua obra, também é contaminada pela mística literária e vira um possível mistério, mais uma trama querendo se esconder nos bastidores, assim como as razões da infeliz disputa entre a viúva de Larsson e o pai e o irmão deste, detentores dos direitos da obra. Como se a precária situação em que Eva Gabrielsson ficou após a morte do companheiro não fosse suficiente, os leitores preferem especular se ela libera ou não libera o tal quarto manuscrito. Tal a ansiedade para ver a história em movimento.

Combinaria com a ficção policial considerar que Stieg Larsson foi envenenado pelos inimigos adquiridos em sua luta contra a extrema direita, mas por trás do mundano ataque cardíaco existe outro fantasma e essa é uma grande lição para os nós autores. No alto das escadas do prédio, no dia em que morreu, Larsson levou uma mordida fatal de seu dragão pessoal, aquele tatuado nas costas de Lisbeth. Sua história tinha adquirido tamanha força que foi capaz de devorar o próprio autor. Não que histórias não publicadas se ressintam de seus autores, ou mesmo tenham ódio ou amor, mas simplesmente tem fome e sede. Precisam nascer, percorrer o mundo e viver através dos leitores. É triste que a obra de Larsson de certa forma necessitou a morte de seu criador para ganhar vida, mas também é uma lição aos novos escritores, sobre não ficar preso á boa vontade dos editores. O dragão que matou Stieg Larsson tem uma cauda de quinze editores que recusaram seus escritos, intimidados pelo tamanho destes.

Histórias também tem limites e uma hora elas precisam ser contadas, sob a pena de devorarem o contador, pois muitas histórias são grandes demais para sair sozinhas de dentro do ser humano que as carrega. E este precisa de ajuda antes que sucumba á tarefa de libertar a narrativa que tem dentro de si, ou sucumbirá.

Novos escritores, não deixem passar a hora, vivam para ver suas criações resplandecerem.

sábado, janeiro 21, 2012


 Fotos da torta de atum que eu fiz hoje..a receita ta lá embaixo para quem quiser tentar..





Torta de Atum

Receita enviada por Ciro Cesar
30min
5 porções

118 opiniões (opine)


    Para a Massa:
  1. Bata todos os igredientes no liquidificador
  2. Unte uma assadeira e depois coloque uma camada de massa e outra de recheio e em seguida outra de massa
    Para fazer o Recheio:
  1. Misture todos os igredientes em um prato tempere a seu gosto e esta pronto o recheio

terça-feira, janeiro 17, 2012

ELOGIE DO JEITO CERTO

ELOGIE DO JEITO CERTO:


ELOGIE DO JEITO CERTO
Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante[1]. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.
O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.
Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.
Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.
MARCOS MEIER é mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante.
Seus textos encontram-se no site http://www.marcosmeier.com.br/ e seus livros no http://www.kapok.com.br/